‘Depois do Inverno – a Vida em Cores’

Acho que nunca conheci alguém que não goste da primavera. Pelo menos não no Rio Grande do Sul:

A temperatura é super agravável, as pessoas estão felizes por poderem, enfim, guardar seus casacos mais pesados e voltar aos bares, às ruas, aos parques… Também tem os feriados de 7 e 20 de setembro, finados, N. Sra. Aparecida… E o preto-e-branco do inverno vai se colorindo com as diversas flores que aparecem nessa temporada.

Aqui em Tokyo, a primavera inicia em março, e é o período do ano mais amado pelo povo japonês. Isso porque, logo no início da estação, florescem as famosas cerejeiras – um símbolo do país. Mas hoje eu não vou falar delas, pois elas merecem uma atenção especial. Hoje eu vou mostrar algumas outras flores lindas que encontro pelas ruas da cidade.

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É emocionante ver brotando, entre tantas pedras e concreto, a diversidade de flores que se vê por aqui. Elas florescem, e os japoneses as admiram como deve ser: fotografando-as de todos os ângulos, fazendo piqueniques (chamados “Hanami” – “hana”=flor, “mi”=ver), fazendo “tours” pelos principais parques da cidade para conferir de perto a natureza que eles tanto admiram. Mas eles não arrancam as flores para levar para as suas casas, e muito menos por vandalismo, como infelizmente é tão comum no Brasil.

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Aqui estão algumas fotos que fiz de algumas flores, aqui perto de casa mesmo. Sei que tem partes da cidade que formam verdadeiras paisagens, mas no momento essas que tenho disponíveis. Eu poderia ter muito mais fotos se tivesse pensado antes em registrar essa variedade da flora.

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Enfim, espero que vocês tenham achado tão lindo quanto eu acho! 🙂

Dia de Baseball!

Devo confessar que não entendo nada de baseball, mas esse é um dos esportes mais populares aqui no Japão.

Neste domingo (14/04), fomos convidados por um casal de amigos a assistir um jogo de Yakyu (como é chamado o baseball em japonês): “como parte de nossa infindável adaptação cultural”, diziam no e-mail em que nos convidavam a assistir o jogo Yomiuri GIANTS (jogando em casa) x Yakult SWALLOWS no Tokyo Dome. O Giants é o time mais popular do Japão.

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Fiz o meu dever de casa e vou dividir um pouquinho do que descobri sobre a prática desse esporte entre os japonenes.

Paixão nacional: O Yakyu tem duas ligas profissionais no Japão: A Liga Central (a que fomos assistir) e a Liga do Pacífico, cada uma com 6 times. Mas o esporte é tão popular que os torneios entre as escolas lotam os estádios como se fossem jogos da liga profissional, inclusive sendo televisionados. Tanto que um dia, no ano passado, eu e o Tiago estávamos andando de bicicleta perto de um estádio quando ouvimos cantos de torcida e animação digna de jogo de Libertadores. Fomos perguntar quem estava jogando e o guardinha nos respondeu “college game”. Ficamos meio confusos, e pensamos que ele não tinha entendido nossa pergunta em “japanglês”. Hoje tive certeza de que aquele jogo era de baseball e sim, poderia muito bem ser de uma liga colegial.

O estilo japonês: As regras são basicamente as mesmas do baseball americano, embora quem entenda afirme que as partidas são muito diferentes. Como em tudo, os japoneses são mais técnicos, o jogo é visto como sendo mais preciso, e o nível de cobrança é muito alto. Não somente porque a auto-cobrança faz parte da cultura japonesa, mas também porque a maioria dos times pertence a empresas, que aproveitam a popularidade desta modalidade para fazer negócio. Por exemplo, adivinhem de quem é o Yakult Swallows? O Yomiuri Giants é do Yomiuri Shinbun, um jornal japonês. E, da mesma forma, empresas de diversos ramos de atividade são “proprietárias” de times.

Tokyo Dome City: (http://www.tokyo-dome.co.jp/e/) O estádio sozinho seria impressionante se não estivesse dentro de um complexo de atrações que contém tudo (TUDO!), chamado Tokyo Dome City. É de cair o queixo!

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Parque de diversões com roda gigante, montanha-russa, etc. Centro de eventos, pista de patins, playground, boliche. Spa, sauna, hotel. Isso que nem mencionei as lojas: de conveniência, esportes, souvenirs, roupas, brinquedos, serviço postal. E dezenas de restaurantes! Tem até um Bubba Gump, que é um dos nossos favoritos por causa do filme. O estádio em si é coberto, o que permite que os jogos sejam realizados independentemente das condições climáticas. A maior peculiaridade desta cobertura é que ela é sustentada apenas pela pressão do ar(!!!), que é mantida um pouco mais alta no interior do estádio. Por isso, ao sair pelas portas giratórias, sente-se um “empurrão” de vento nas costas! Claro que eu só descobri depois, em casa, que aquele ventão nas minhas costas na saída era por esse motivo. O estádio comporta 55.000 torcedores, mas devo dizer, torcedores de tamanho japonês. Ou seja, ficamos super apertadinhos nas cadeiras que não deixam muito espaço para nossas longas pernas.

Aiai… como é difícil ser objetiva com tanto para contar…

Chegando lá: Chegamos pela estação de Suidobashi, que é atendida pelo trem (JR) e pelo metrô (Mita Line). Entramos no estádio pelo nosso portão de número 40, que fica na parte superior. Os japoneses entram no estádio com suas sacolinhas cheias de bebidas e lanches para comer durante o jogo, que tende a ser longo. É permitido entrar no estádio com o que você comprou fora,  mas o conteúdo das latinhas e garrafas é passado para copinhos de papel logo na entrada, por questões de segurança.

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Lá dentro, também é possível comprar comes e bebes. Inclusive fiquei surpresa, porque são várias as opções de lanches e refeições. Noodles (é claro), cachorro-quente (japonês), fritas, frango e até churros estão entre as opções! Tem até uma franquia Baskin Robbins (de sorvete, bem conhecida). Há também lojinhas vendendo toalhinhas, camisetas e tudo que é tipo de souvenir do time. Tudo isso lá dentro, para não perder a oportunidade de fazer negócio. Esses japoneses são muito bons nisso mesmo!

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O jogo: é bem animado! As torcidas organizadas cantam bastante, e a multidão acompanha. Pelo que pude perceber, cada batedor tem uma “música!” própria. Em jogadas mais importantes, os torcedores batem palmas e comemoram acenando suas toalhinhas cor-de-laranja, a cor do time. As bandeiras na torcida do Giants eram agitadas sincronizadamente, quase coreografadas. A torcida do Swallows também tinha coreografias: de vez em quando abriam e agitavam pequenos guarda-chuvinhas de plástico, fazendo um efeito visual super bonitinho.

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Nos  intervalos, mascotes e cheerleaders aparecem fazendo dancinhas engraçadas.

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Durante a partida, nenhum ambulante vendendo amendoim. Ao invés disso, meninas japonesas vendem cerveja usando uniformes bem chamativos e mochilas especiais que contem um barrilzinho, alguns imitando a latinha da marca. São muitas, e todas passam horas sorrindo e caminhando para cima e para baixo, carregando o barril nas costas.

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O Giants venceu o jogo, apesar de eu não saber explicar por quanto, depois de 2:35h de partida.  E nós voltamos para casa com mais essa história nas nossas mochilas, que não contêm barris de chopp, mas vêm se enchendo de experiências inesquecíveis.

Meu aniversário no Japão

Este ano tive um excelente aniversário, com muitas comemorações! Graças ao Tiago e a amigos queridos que temos por aqui!

Já começou na sexta-feira dia 05, quando ao final da aula de japonês a minha colega super querida de Hong Kong me deu de presente um Cheese Cake muuuuuito delicioso! Aqui no Japão é comum presentar os aniversariantes com bolo! Dividimos e comemos lá na escola mesmo. Fiquei super emocionada! As professoras até cantaram parabéns pra mim em japonês!! Com a mesma melodia do nosso, mas repetindo sempre “Otanjoubi omedetou”, que significa “parabéns pelo aniversário”.

Eu já havia planejado para quinta-feira um almoço de comemoração em um restaurante, porque que a previsão do tempo para domingo era a pior possível… mas como o dia exato do aniversário acabou sendo bonito, decidimos jantar fora em um de nossos restaurantes favoritos, o Rigoletto do Roppongi Hills (http://www.rigoletto.jp/main.html). Fiquei super feliz, pois vieram duas amigas que não poderiam vir na quinta. De uma delas, ganhei mais um bolo lindo e delicioso de presente! Depois de jantar, fomos ainda para o Karaoke, onde dividimos e comemos o bolinho!!

bolo

Na quinta-feira dia 11, mais emoções: vejam que coisa mais linda o cartão que ganhei das meninas da recepção aqui do prédio!!! cartao front desk

Elas que desenharam!! Achei lindo demais! E elas até me desenharam com o Yuki! Isso porque quando passo por ali, carrego ele bem assim no colo, pois não é permitido andar com os pets soltos no lobby! Fofas demais!

O almoço foi no Mado Lounge, um restaurante super gostoso que fica no 52º andar do Mori Tower, no Roppongi Hills. A vista é linda, e a comida uma delícia! (www.ma-do.jp). É necessário pagar 500 ienes para usar o elevador que leva até lá. No mesmo andar, há também um museu e um observatório, de onde é possível ver a Tokyo Tower, a SkyTree e a cidade toda! Há tickets combinados para quem visita também o museu e o restaurante, podendo custar no máximo 2.500 ienes com as três entradas.

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Dá pra ver bem o nosso prédio lá de cima! Fiz uma flechinha no paint (hahaha) pra vocês verem qual é!

Eu estava tão feliz que mal posso contar! Quase todas as amigas que convidei foram! Ocupamos duas mesas, pois éramos 19 pessoas: 18 brasileiras e minha colega de Hong Kong! Me senti tão bem, tão acolhida… Tenho muita sorte de estar cercada por uma comunidade tão grande de brasileiros, e por pessoas tão legais!! Eu, que estou sempre com o coração apertadinho de saudades da família e dos amigos… senti ontem que tenho, sim, amigas e pessoas queridas aqui também!

Como é de praxe se dizer na minha família, sobre o novo ano… que os 27 sejam tão bons quanto os 26!

Pra que esse blog, Laura?

Eu tenho essa vontade de montar um blog desde que eu e o Tiago viemos morar aqui em Tóquio.

Nunca tive coragem de escrever. “Que bobagem, já existem muitos blogs falando daqui”, eu pensava.

Até eu chegar a uma óbvia e evidente conclusão: nenhum desses blogs conta as MINHAS descobertas e impressões. Mesmo que não sejam novidade para muitos. Mesmo que sejam histórias já contadas por aí, com outros personagens.

“Mas e por que não postar só no facebook?” Tive que responder pra mim mesma. É que, ainda que seja possível, não acho legal ficar escrevendo demais, contando demais, expondo obrigatoriamente a quem não se interessa. Não achando legal, procurava não fazer. Não fazendo, deixava de contar, mesmo quando achava que valia a pena.

Outro bom motivo que encontrei para me convencer a criar um blog me ocorreu enquanto eu montava um álbum de fotos, resumindo o ano que já passamos aqui. Quanta coisa legal nós já fizemos! Restaurantes que eu não guardei o nome, lugares que eu não lembro como chegar… enfim…
Usarei este espaço também como um “HD externo” para a minha memória, que tem ficado confusa com tantos novos arquivos.

Enfim, visite-me quando quiser! Aqui você é sempre muito bem vindo!

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Sensō-ji – templo em Asakusa/Tokyo

 

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Monte Fuji “Vermelho” (aka fuji) – verão/2012

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Showa Kinen Park – outono/2012

Fotos Iphone 180

 

Hotel típico japonês (Ryokan) em Hakone (2011)